O que é?

Quando o termo Yoga surge, muitas são as reações das pessoas. Embora a maioria não consiga dar uma definição concreta, todos têm uma ideia preconcebida de como será uma aula de Yoga: uma aula lenta para promover relaxamento e/ou uma prática para pessoas incrivelmente flexíveis, quase de borracha.

Estas são imagens vindas, maioritariamente, de pessoas prontas a gritar “Yoga não é para mim!”. Embora seja possível encontrar ambas as imagens no mundo do Yoga, a verdade é que grande parte das aulas tem um caráter muito mais moderado, acreditem…

É impossível dar-vos uma definição exata desta prática, pois é um conjunto de valores que foi sendo desenvolvido por diferentes escolas da Índia há, pelo menos, cinco mil anos.

Essencialmente, a prática do Yoga visa o desenvolvimento pessoal, transformando a consciência e preparando o corpo. As formas para lá chegar variam um pouco de escola para escola, umas mais do que outras, mas o que se pretende é a elevação do ser.

Para os menos espirituais, não se assustem! Há todo o tipo de aulas, e nem todas têm um caráter espiritual tão acentuado. As mais comuns servem inclusive, um grande propósito físico, aperfeiçoando o corpo – tornando-o mais forte, tonificado, flexível e equilibrado – a fim de otimizar a saúde e o bem-estar.

Quem pode praticar?

Qualquer pessoa pode praticar Yoga, desde que avise o instrutor das suas limitações e dificuldades. Caso tenha condições mais graves, por exemplo de coluna ou a nível de articulação, ou ainda problemas cardíacos, entre outros, também pode optar por ter aulas particulares. Estas terão um foco e uma preocupação maiores em otimizar a saúde do indivíduo.

O que posso encontrar numa aula de Yoga?

Agora que já sabem um pouco sobre a natureza geral do Yoga, aqui ficam alguns detalhes sobre o que é mais comum encontrarem numa aula de Yoga. Tenham em conta que cada instrutor é único e, portanto, incluirá apenas o que achar mais relevante para a sua aula. Alguns locais oferecem mesmo só o lado físico, outros focam-se uma meditação ativa.

  • OM: o som do todo. A criação. Muitas são as práticas que começam e terminam com o entoar deste mantra três vezes. Se não se sente à vontade para o fazer, apenas escute e descubra as maravilhosas sensações que surgem na sala. Pode também, optar por entoá-lo em silêncio. A sua vibração trará união com o cosmos. Diz-se que os yogis de elevada consciência ouvem este som e que a sua repetição dá acesso a realidades espirituais;
  • Mantras: hinos de caráter mais espiritual, que nem todos os instrutores acolhem para a prática em grupo. Os mantras são canções/orações a divindades superiores, pois os yogis vêm estas imagens (Shiva, Gayatri, Ganesha, e outras divindades hindus) como reflexo de si próprios e/ou como valores que procuram implementar nas suas vidas;
  • Asanas: são as posturas psicofísicas, que trabalham principalmente o corpo. Podem ser mais estáticas ou mais dinâmicas, consoante o estilo de yoga, embora todas as aulas tenham as duas facetas. A perduração na postura (o lado estático) foca-se no desenvolvimento muscular, enquanto o lado dinâmico na harmonia, graciosidade e até no cardio. Todos os asanas são imagens de animais e elementos da natureza;
  • Relaxamento: Shavasana, em sânscrito. Normalmente dura entre 5 a 20 minutos e é uma das partes finais da prática. É o momento ideal para restaurar o corpo, o que é mais importante do que se julga. O corpo deve sair da aula em equilíbrio e com vitalidade, o que pode falhar se a prática for intensa e o relaxamento demasiado curto. A mente é aqui exercitada para o desapego, isto é, não é hora de pensar na lista de coisas a fazer, mas sim de a serenar;
  • Pranayama: as maravilhosas técnicas de respiração. São várias e com caraterísticas diferentes. A maioria das aulas em grupo têm, pelo menos, um pranayama. Estes visam o controlo da respiração, pois os yogis acreditam que corpo e mente usufruem de diversos benefícios com a sua prática. Entre eles, o combate à depressão, ansiedade, melhoria de problemas respiratórios, assim como aproximar-nos do lado espiritual da vida e do êxtase (Samadhi);
  • Bandhas: à semelhança das técnicas de respiração, preparam e treinam o corpo para alcançar estados de consciência superiores. Bandha significa trancar. Os milenares filósofos yogis afirmavam que, ao ganharmos mestria sobre as principais bandhas no nosso corpo, ganhamos mestria na prática exterior e interior.

Bárbara Aroucha
Bárbara Aroucha

Coach Psicologia Alimentar, Instrutora de Yoga, Consultora Mindfulness e Coach em Alimentação Vegan
Os anos que passei numa luta contra o corpo e a comida foram a base para desejar dirigir a minha vida a ajudar os outros nas mesmas dificuldades.

O contato com o Yoga foi o primeiro passo para conhecer uma nova dimensão do meu corpo, ajudando-me a adotar uma atitude mais compassiva para comigo mesma.

Procurei conhecer-me melhor através da comida e da minha relação com esta, através de muito estudo, dedicação e amor. Agora, sei que a forma como lidamos com o nosso corpo e a comida é uma porta para algo maior.

À procura de uma alimentação saudável que me desse prazer e nutrição, e movida por uma ética consciente, entrei no mundo do veganismo.

Adoro perder-me na Natureza e sou, sem vergonha alguma, amante de gatos, tendo feito voluntariado numa associação para adoção de gatos.

Todas as ferramentas que fui aprendendo utilizo-as nos outros, criando o melhor caminho para encontrarem serenidade e amor.

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