DAR OS PASSOS CERTOS...

No seu livro “No Sweat”, Michelle Segar defende que, quando decidimos tornar-nos (mais) saudáveis, perder peso, ou simplesmente tratar melhor de nós, existe uma razão específica, um motivo importante e suficientemente válido que lidera essa decisão – chamemos-lhe motivo do futuro.

Contudo, o que nos faz começar a cuidar melhor de nós não é, muitas vezes, aquilo que nos mantem motivados dia sim dia sim. Os motivos do futuro podem ser poderosos o suficiente para gerar grandes intenções, para ligar o interruptor, mas a investigação sugere (e a minha experiência confirma), que não são adequados para a realidade diária.

Estes motivos do futuro que nos levam a (começar a) mudar, podem também ser aqueles que nos impedem de continuar. Porquê? Porque não se medem no imediato. O colesterol demora a descer, os quilos demoram a abater, nem sempre é possível deixar de fumar de um dia para o outro, nunca mais vou caber naquelas calças! E... porque a Vida acontece! Porque demasiadas vezes planeias uma ida ao ginásio e o mais novo fica com febre, combinas uma caminhada com as amigas, mas a roupa está toda por engomar, juras resistir nas festas de aniversário e aproxima-se aquele mês em que resolveu nascer toda a gente!

A autora sugere que, para te manteres firme, a caminho do teu motivo do futuro, deves procurar reduzir a distância entre Começar e Manter. Vê como:

1. Foco nos sentimentos em vez da função - Adotamos novos comportamentos porque acreditamos que estes servirão para perder peso, reduzir o mau colesterol ou prevenir a diabetes. Agir assim reflete um pensamento lógico a que estamos habituados.

A pesquisa sugere que os motivos do futuro, tais como a prevenção de um AVC é demasiado lógica e muito pouco emocional. Isto porque temos dois sistemas diferentes e, muitas vezes conflituosos, que processam a informação e que nos levam a tomar decisões e ao comportamento em si. Um dos sistemas usa a lógica enquanto o outro usa a emoção.

O sistema baseado na lógica é vulnerável, toma decisões sem ter em consideração emoções ou sentimentos relacionados com a escolha em questão. O sistema baseado na emoção motiva-nos continuamente, muitas vezes fora da nossa atenção ou sem nos apercebermos. Ou seja, para sermos bem sucedidos, devemos mudar o foco para longe da função do comportamento e aproximá-lo da sensação, dos sentimentos relacionados com essas decisões.

Não é o controlo de peso que nos faz saltar da cama para o ginásio em manhãs de inverno. É aquilo que nos faz sentir de forma imediata, menos stress, mais energizados, mais produtivos, mais envolvidos e sim, mais felizes. Por isso, a probabilidade de manteres a tua caminhada semanal, ou o teu momento de meditação diário ao longo dos meses e dos anos, aumenta quando mudas o quadro de referência de motivos do futuro (menos peso) para motivos do presente, os imediatos, aqueles que sentes no momento em que começas (mais orgulho em mim, mais energia, realização, etc).

2. Transformar o autocuidado - De obrigação a recompensa... O que é comer bem? Uma obrigação ou um prazer? Como enfrentas a necessidade de cuidar melhor de ti e de quem te rodeia? Um suplício ou um privilégio? As idas ao ginásio são tarefas a concretizar ou recompensas pelo dia de trabalho?

Quando respondemos abertamente a estas questões, torna-se evidente se as nossas decisões sobre autocuidado são baseadas em obrigações do género “devias deixar de fumar”, ou em recompensas imediatas do tipo “quero ir caminhar hoje para me sentir mais relaxada”.

Agora que já sabes, o que vais fazer?!

DAR OS PASSOS CERTOS...

Floriane Silvestri
Floriane Silvestri

Health e Welness Coach
"Irreverente, mãe de duas, comecei por substituir o meu primeiro professor de aeróbica com 14 anos! “Tinha jeito para a coisa” e no momento de escolher um curso superior surgiram apenas duas condições: as aulas tinham que ter música e movimento!

De lá para cá passaram 20 anos de dedicação aos Estilos de Vida Saudáveis em ginásios e Health Clubs de várias dimensões e com diversas funções.

Da formação de instrutores à conceptualização de programas de Qualidade de Vida para empresas, da dinamização de palestras e de workshops à Gestão de Equipas de instrutores e de voluntários, duas décadas de trabalho com Pessoas e para Pessoas, com a Saúde, o Bem Estar e a Qualidade de Vida em pano de fundo".

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